Semae investe em obras para redução de perdas de água tratada

Serviço Municipal de Águas e Esgotos

19 de maio de 2017
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O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de Mogi das Cruzes concluiu a recuperação estrutural do Reservatório Baixo 1 (RB-1), na Vila Natal, e iniciou a reforma da impermeabilização das duas câmaras do reservatório da Estação de Tratamento de Água (ETA) Leste. Além da segurança estrutural do sistema, as obras contribuem para reduzir as perdas de água tratada. Os dois investimentos somam R$ 1,2 milhão.

Maior reservatório da autarquia, com capacidade para 15 milhões de litros, o RB-1 foi inaugurado em 1972 e abastece uma área onde vivem aproximadamente 230 mil pessoas. Além da recuperação da estrutura de concreto, foi aplicado um novo revestimento impermeável no interior reservatório.

Já na ETA Leste a autarquia iniciou a recuperação estrutural de paredes, pisos e lajes, e reforma da impermeabilização interna das duas câmaras do reservatório de água tratada, que tem capacidade para 4,5 milhões de litros e abastece os distritos de Cezar de Souza e Sabaúna.

"As obras integram, além da segurança estrutural, um pacote de medidas de combate às perdas de água, que é um processo que demanda grandes investimentos, e isto vem sendo feito pelo Semae já há alguns anos, iniciado quando o prefeito Marcus Melo comandava a autarquia. Estamos dando continuidade a este importante trabalho", explica o diretor-geral do Semae, Paulo Beono Jr.

Mogi das Cruzes fechou o ano de 2015 com 48,8% de perdas, relacionadas não apenas a vazamentos, mas também a ligações clandestinas/furto de água e hidrômetros antigos que não registram corretamente o volume consumido.

O índice vem caindo gradativamente, graças aos investimentos. O percentual de perdas relativo a 2016 está sendo consolidado junto ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

Entre os investimentos está a Setorização do Distrito de Braz Cubas, que está em fase final e consiste na subdivisão da rede do distrito em sistemas menores (com instalação e/ou nivelamento de registros, instalação de hidrômetros de grande porte e de válvulas redutoras de pressão, substituição de cavaletes e ramais, além do conserto de vazamentos em cavaletes).

Esta divisão em sistemas menores agiliza as manutenções, diminui as perdas e facilitará a tomada de decisão no direcionamento de novos investimentos, pois permitirá a comparação dos dados entre os setores.

Podemos citar ainda as ações de fiscalização do Departamento Comercial, que tem empenhado esforços em identificar ligações clandestinas e outros tipos de fraude, bem como a correta classificação da categoria de consumo dos imóveis (residencial/comercial/industrial) que interferem no faturamento.

A autarquia também realiza um trabalho de troca de hidrômetros, já que aparelhos novos são mais precisos, o que evita perdas no faturamento. A medida atende a uma recomendação do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), órgão do Ministério Público de São Paulo, e ao Plano Diretor de Água do Município.

A substituição não tem custo para os moradores. Após cinco anos, os hidrômetros já não registram o consumo de maneira correta, e isso é um prejuízo para a cidade. Atualmente, 95% do hidrômetros tem até 5 anos de uso, garantindo maior eficiência na medição.

"O trabalho de combate às perdas é contínuo e os resultados são obtidos no longo prazo, em razão dos altíssimos investimentos necessários e à grandiosa extensão de redes e ramais em operação. Além disso, a redução de perdas é uma preocupação recente entre as empresas de saneamento. Até cerca de 15 anos atrás, não havia uma grande preocupação nesse sentido”, conclui Beono. (Julio Nogueira)