Neste ano, até a primeira quinzena de novembro, Mogi das Cruzes não registrou casos autóctones da dengue, situação incomum em todo o Estado de São Paulo. Todas as ocorrências notificadas até o momento são de pessoas que viajaram e voltaram infectadas pelo Aedes aegypti. Mas, como o mosquito está presente em vários pontos do município, a população mogiana não pode descuidar de medidas preventivas como manter caixas d'água tampadas, não acumular materiais descartáveis e desnecessários, descartar pratinhos de plantas e outros recipientes que possam acumular água, principalmente no período de chuvas intensas.
As ações do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) se estendem ao longo do ano com o monitoramento de pontos estratégicos, visitas técnicas a casas, comércios e outros estabelecimentos, atividades educativas e até mesmo autuações. Também são aplicados larvicidas biológicos em áreas ribeirinhas e margens de rios e córregos, procedimento que atua no controle de mosquitos comuns e também do transmissor da dengue. "Mas o resultado positivo destas ações depende da colaboração das pessoas, que não podem deixar de lado as medidas preventivas divulgadas de forma maciça nos últimos anos", explica a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Sylvia Maria Abrantes Gomes.
A principal recomendação continua sendo evitar o uso de recipientes e outros materiais que possam acumular água limpa e parada. A fêmea do mosquito deposita os ovos na parede destes recipientes (caixas d'água, latas, vasos de plantas, pneus, cacos de vidro, etc.) e esses ovos não morrem mesmo que o objeto fique seco. Por isso, não basta apenas substituir a água, mas é necessário também que esses locais sejam limpos com escovas.
Fonte: http://www.dengue.org.br
AACD
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