Secretaria de Saúde e Bem-Estar
Pedro Guilherme Anastácio Cabral tem apenas quatro dias de vida. Ainda está descobrindo o mundo, os cheiros e os sons fora da barriga da mãe. Mas, sem saber, já faz parte da história de Mogi das Cruzes.
Ele é o bebê de número 100 a nascer na Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa. E seu nascimento aconteceu justamente no momento em que a cidade encerrava um ciclo de 45 anos e começava a escrever outro capítulo na história do cuidado materno-infantil.
Desde o dia 1º de setembro, 100% do atendimento materno-infantil pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mogi das Cruzes passou a ser realizado na nova Maternidade municipal, inaugurada em maio pela prefeita Mara Bertaiolli.
Pedro já está em casa. Saudável e no colo da mãe, Priscila Cabral. Ele começa a viver os seus primeiros dias ao lado da família, sem imaginar que seu nascimento ficará marcado como um dos símbolos dessa importante mudança para os mogianos.
De parto cesárea, Pedro chegou ao mundo com 4,340 kg e 48,5 cm de altura, no dia 31 de agosto — véspera do aniversário de 466 anos do município. Do outro lado da cidade, naquele mesmo dia, a Santa Casa registrava seu último parto. Ravi Souza, com 3,77 quilos, foi o último bebê a nascer no hospital, que, durante décadas, foi o endereço de milhares de famílias que chegavam ali carregando expectativas, medos e sonhos. E saíam com um filho nos braços.
Pedro e Ravi nasceram em lugares diferentes. Mas os dois carregam, de maneiras diferentes, um pedaço da mesma história. Um representa o último nascimento de um ciclo. O outro, o primeiro centenário de uma nova história. Entre os dois, existe uma cidade inteira, que ganhou um equipamento de saúde muito esperado pelos mogianos, que passaram a contar com uma das maternidades públicas mais modernas do Brasil, pioneira em muitos diferenciais, como a Janela da Vida, espaço onde a família conhece o bebê segundos após o seu nascimento – recurso disponível apenas nas grandes maternidades privadas do País.
“A Santa Casa tem um papel lindo na história da cidade e sempre terá. Agora, ela seguirá um novo plano de trabalho, também muito importante, ampliando o atendimento de especialidades com alta demanda em Mogi, como a ortopedia. E encerra, com reconhecida dedicação, a belíssima tarefa de trazer ao mundo as crianças, cuidar das mães, antes, durante e após o parto. Agora, assumimos essa missão, com muita honra e orgulho. E nos comprometemos a, todos os dias, buscar oferecer o melhor atendimento às gestantes, puérperas e bebês da cidade. Trabalhamos muito para implantar uma maternidade com tudo que os mogianos merecem”, afirma a prefeita Mara Bertaiolli.
A prefeita relembra emocionada todo o processo para a implantação da Maternidade, com muitas reuniões com o Governo do Estado, com o Ministério da Saúde, a busca pelo melhor projeto de reforma, a contratação da Organização Social que administraria a unidade – e a escolhida é uma das mais respeitadas do Brasil, o Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz (Ishaoc) – e todas as etapas de compra de equipamentos de última geração, móveis e outros itens, além da equipe, que passou por um rigoroso processo de seleção, muitas capacitações e simulações antes da abertura da Maternidade.
O vice-prefeito Téo Cusatis também acompanha diariamente os atendimentos, indicadores e serviços realizados na unidade. “Mais do que gestores da cidade, nós somos mogianos. E, como todos os mogianos, essa Maternidade, para nós, era sonho. Realizamos! Concluímos a implantação, mas o trabalho continua. Agora, precisamos garantir que o atendimento e todos os procedimentos realizados lá tenham nível de excelência. E estamos trabalhando todos os dias para isso”, conta Cusatis.
A história materno-infantil em Mogi, agora, muda de lugar: uma nova casa para as mães. Um novo começo para os bebês. E, para Priscila, toda essa mudança ganhou um significado ainda mais pessoal. “Fui muito bem atendida. Foi muito melhor do que num hospital particular. O Pedro foi atendido com muito carinho, toda a nossa família. Foi uma experiência melhor do que esperávamos. A enfermeira Amanda ficou comigo o tempo todo tentando realizar o meu sonho de ter um parto normal. Não consegui, mas deu tudo certo e estamos muito felizes. Eu amei. Parecia que eu tinha contratado uma equipe inteira só para mim”, conta Priscila, que já era mãe de Manuela, de 6 anos.
“A Manuela nós tivemos em uma unidade particular e, desta vez, ficamos receosos por ser na rede pública. Mas superou as minhas expectativas. Todos, de todas as áreas da Maternidade, foram muito atenciosos. O meu marido trabalha com engenharia clínica e ele ficou impressionado com os equipamentos que a Maternidade tem, porque muitos hospitais da São Paulo ainda não têm”, conta Priscila.
Estrutura moderna e completa
Na Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa, os serviços estão reunidos em uma estrutura moderna, ampla e preparada para oferecer uma assistência integrada às mulheres e aos recém-nascidos, desde o acompanhamento da gestação até o parto, o pós-parto e os cuidados com o bebê.
A abertura do Pronto Atendimento Obstétrico 24 horas conclui a implantação feita por etapas, para garantir a segurança dos pacientes. Agora, Mogi tem uma nova porta de entrada para o nascimento de seus filhos.
Enquanto Pedro começa a criar suas próprias memórias e a crescer rodeado de amor, Mogi cresce junto, com novas histórias para contar e novas vidas chegando todos os dias na Maternidade.