Prefeitura de Mogi orienta população sobre cuidados com animais silvestres em áreas urbanas

Secretaria de Saúde e Bem-Estar

05 de novembro de 2026
Cobra está entre os animais silvestres que podem aparecer em áreas urbanas e que só devem ser manuseadas ou capturadas por profissionais (Divulgação/PMMC)

A Prefeitura de Mogi das Cruzes orienta a população sobre os cuidados necessários ao encontrar animais silvestres em áreas urbanas. Gambás, ouriços-cacheiros, saguis, morcegos, corujas, gaviões e serpentes, entre outras espécies, podem aparecer em quintais, jardins, telhados e até no interior das residências. Nessas situações, a recomendação é manter distância, não tocar nem tentar capturar o animal.

A presença de fauna silvestre nas áreas urbanas é considerada normal, devido à maior oferta de alimentos e à menor ação de predadores, além da expansão urbana, que facilita o contato dos animais com humanos.

“Embora esses encontros possam causar surpresa ou preocupação, a presença de um animal silvestre não significa, necessariamente, que ele esteja doente ou represente perigo imediato. Muitas vezes, ele está apenas utilizando o ambiente para se alimentar, descansar ou se deslocar entre áreas verdes”, explica Jefferson Leite, diretor da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar.

Jefferson salienta que os animais têm funções importantes no equilíbrio ambiental. “Gambás e sapos, por exemplo, são excelentes controladores de pragas, como aranhas, escorpiões e até serpentes”. 

A orientação da Prefeitura é que a população não tente tocar, alimentar, perseguir, capturar ou afugentar esses animais. Mesmo espécies que parecem dóceis podem reagir quando se sentem ameaçadas, provocando mordeduras e arranhaduras. O contato também pode expor pessoas e animais domésticos a agentes causadores de doenças, como o vírus da raiva.

Os morcegos, segundo Jefferson, exigem atenção especial. Um exemplar encontrado caído no chão, dentro de uma residência ou em situação incomum não deve ser manipulado, mesmo que pareça debilitado ou morto. A recomendação é manter pessoas e animais domésticos afastados e comunicar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para receber orientações sobre a avaliação e o encaminhamento adequados. Os números de contato do CCZ são: (11) 4798-6917 e 11 99897-9307 (WhatsApp).

Em caso de mordedura, arranhadura ou contato de saliva com os olhos, a boca ou ferimentos, a pessoa deve lavar imediatamente a região atingida com água corrente e sabão e procurar atendimento de saúde. O contato direto com morcegos também precisa ser avaliado por um profissional de saúde, mesmo quando não há uma mordedura evidente.

Como prevenir
A população pode adotar medidas simples para reduzir situações que favorecem a aproximação da fauna silvestre, como manter o lixo bem acondicionado, evitar deixar restos de alimentos expostos, não oferecer comida aos animais e conservar os imóveis sem acessos desnecessários a forros e outros espaços que possam servir de abrigo.

Também é importante manter crianças e animais domésticos afastados de exemplares silvestres e não utilizar pedras, paus, fogo ou produtos químicos para tentar espantá-los. Ninhos, tocas e outros abrigos não devem ser destruídos por iniciativa própria. “Ninhos, por exemplo, não devem sofrer nenhuma intervenção humana, pois são protegidos por lei e mexer neles é considerado crime ambiental, previsto no Artigo 29, § 1º, inciso II, da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que proíbe modificar, danificar ou destruir ninho, abrigo ou criadouro natural da fauna silvestre. A pena é de detenção de 6 meses a 1 ano e multa. Em casos de conflito urbano (como aves que fazem ninhos em telhados ou garagens), o correto é acionar a Polícia Militar Ambiental ou o órgão ambiental local para o devido resgate ou orientações”, esclarece o diretor.