Prefeitura participa de palestra de orientação aos produtores rurais sobre a prevenção do carbúnculo sintomático

Secretaria de Agricultura e Segurança Alimentar

04 de novembro de 2026
Prefeitura de Mogi das Cruzes marca presença em palestra de orientação aos produtores rurais sobre a prevenção do carbúnculo sintomático (Divulgação/PMMC)

A Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar, participou no último dia 20 outubro, de uma palestra orientativa dedicada à prevenção e ao combate do carbúnculo sSintomático, doença infecciosa grave que afeta principalmente bovinos jovens. A iniciativa foi promovida por alunos do Centro Universitário Braz Cubas.

A enfermidade, causada pela bactéria Clostridium chauvoei , é de evolução rápida, provoca lesões musculares extensas e pode levar à morte súbita dos animais, gerando sérios prejuízos econômicos para os pecuaristas.

O evento foi acompanhado pela médica veterinária Alessandra Yukie Suiama, representante técnica da Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar de Mogi das Cruzes.

Diagnóstico e diferenciação do carbúnculo hemático (antraz)

Durante a apresentação, os estudantes enfatizaram a importância de identificar os primeiros sinais clínicos no rebanho, tais como: 

- inchaço muscular (especialmente em regiões como coxas e pescoço);

- febre alta;

- depressão, apatia e dificuldade de locomoção;

- crepitação à palpação pela presença de gás nos tecidos;

- rápida evolução levando a morte, entre 12 e 48 horas após o início dos sintomas.

Como esses sintomas podem ser confundidos com os de outras enfermidades, os alunos ressaltaram que a avaliação e o diagnóstico diferencial de um médico veterinário são indispensáveis.

Um dos pontos de maior destaque da palestra foi o alerta para que os produtores não confundam o carbúnculo sintomático com o carbúnculo hemático (antraz) — reforçando que se tratam de doenças distintas, com agentes causadores e características diferentes. 

Outro ponto de destaque foi o alerta para que os produtores não realizem a necrópsia das carcaças (abrir o corpo do animal), pois essa ação contamina a pessoa e o ambiente com os esporos da bactéria.

Medidas preventivas e biossegurança

Por ser uma doença de alta mortalidade e de evolução rápida, o tratamento raramente traz resultados. Os estudantes reforçaram que a prevenção, vacinação e vigilância são caminhos mais eficazes e seguros. Entre as recomendações apresentadas aos produtores, destacam-se:
- calendário de vacinação (manter as vacinas rigorosamente em dia, respeitando as doses de reforço recomendadas); 
- descarte correto de carcaças (realizar a destinação adequada de animais mortos, seguindo as normas sanitárias e ambientais para evitar a contaminação do solo e do pasto);
- biossegurança e monitoramento (manter vigilância constante sobre o rebanho e adotar medidas sanitárias preventivas. 
A médica veterinária Alessandra Yukie Suiama acompanhou o encontro e ressalta a relevância de iniciativas acadêmicas como essa para fortalecer a conscientização sanitária e proteger o rebanho do município.

Serviço

Em caso de suspeita da doença ou identificação de sinais clínicos no rebanho, o produtor rural deve procurar imediatamente a avaliação e o auxílio de um médico veterinário de sua confiança.