Prefeitura reforça vacinação contra a febre amarela após alerta epidemiológico no Estado

Secretaria de Saúde e Bem-Estar

24 de junho de 2026
Vacina é o meio mais seguro e eficaz contra a doença; recomendação é que todos verifiquem se estão com a carteira atualizada (Divulgação/PMMC)

A Prefeitura de Mogi das Cruzes intensificou as ações de prevenção, vigilância e vacinação contra a febre amarela diante do atual cenário epidemiológico no Estado de São Paulo e da confirmação recente de casos humanos e epizootias (morte de primatas não humanos causada pela doença) em diferentes regiões do Estado.

O alerta foi reforçado pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE VIII) do Governo do Estado de São Paulo, que destacou em comunicado que os municípios do Alto Tietê estão inseridos em uma área considerada estratégica dentro dos corredores ecológicos de circulação viral da febre amarela. A região também possui importantes áreas de preservação ambiental, o que exige atenção redobrada para prevenção, monitoramento e controle da doença.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, entre julho de 2024 e junho de 2025, foram registrados 66 casos humanos de febre amarela no Estado, com 37 óbitos, representando uma letalidade de 56,1%. Entre os casos confirmados, 93,9% ocorreram em pessoas não vacinadas. No atual período de monitoramento (2025/2026), já foram contabilizados dez casos humanos autóctones e seis mortes, todas em indivíduos que não haviam recebido a vacina.

A vacinação é a principal forma de prevenção da febre amarela e está disponível gratuitamente nas unidades de saúde do município. A orientação é que pessoas sem comprovação vacinal procurem a unidade de referência para avaliação e atualização da carteira de vacinação.

“Também é importante que pessoas que receberam a dose fracionada da vacina durante a campanha de 2018 procurem uma unidade de saúde para verificar a necessidade de complementação com a dose padrão. Frequentadores de trilhas, áreas rurais, parques, sítios e locais de mata devem estar vacinados com pelo menos dez dias de antecedência da exposição ao risco. Felizmente, não registramos nenhum caso em Mogi, mas continuamos vigilantes e seguindo todos os protocolos”, afirma o diretor da Vigilância em Saúde, Jefferson Leite.

Além da vacinação, a Vigilância orienta a população a adotar medidas de proteção individual, como o uso de repelentes, roupas de manga longa, calças compridas e calçados fechados em ambientes de mata. Para crianças menores de 6 meses, recomenda-se o uso de mosquiteiros.

Macacos não transmitem a doença
A Prefeitura também reforça que os macacos não transmitem a febre Amarela. Os primatas são vítimas da doença e desempenham papel fundamental como sentinelas epidemiológicas, auxiliando os órgãos de saúde na identificação precoce da circulação do vírus.

Por esse motivo, animais doentes ou encontrados mortos não devem ser tocados, capturados ou agredidos. Além de configurar crime ambiental, essas ações prejudicam o monitoramento da doença e comprometem as estratégias de prevenção.

Ao identificar um macaco ou sagui doente, debilitado ou morto, a população deve comunicar imediatamente o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para que as equipes técnicas realizem a investigação adequada.

Serviço

Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)
(11) 4798-6785
(11) 4798-6917

Fora do horário comercial, finais de semana e feriados
153 – Central de Emergências

Vacinação contra a febre amarela
Disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) de Mogi das Cruzes. A população pode procurar a unidade de referência para orientação e atualização da situação vacinal.