Secretaria de Agricultura e Segurança Alimentar
A Cadeia Produtiva Local (CPL) do Leite AGROALT de Mogi das Cruzes realizou, nesta semana, o encontro mensal com representantes do poder público, entidades de classe, produtores e técnicos para alinhar ações e discutir pontos estratégicos da área. O encontro aconteceu no auditório do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, onde compareceram diversas autoridades.
O secretário municipal de Agricultura e Segurança Alimentar, Renato Abdo, participou da abertura enfatizando que atualmente há 49 mil alunos da Rede Municipal de Ensino que são consumidores de leite, um potencial mercado para os produtores de leite comercializarem sua produção.
“Além disso, a Prefeitura de Mogi das Cruzes criou o Programa Mogiano de Aquisição de Alimentos, onde a administração municipal adquire alimentos produzidos por agricultores familiares locais para distribuir às famílias de baixa renda cadastradas pela Secretaria Municipal de Assistência Social”, informou. O programa atende cerca de 2,5 mil famílias cadastradas e busca incrementar a renda dos produtores rurais, incentivar a produção local e o desenvolvimento econômico.
Na abertura, o gestor regional de Agronegócios do Sebrae-SP no Alto Tietê, Gustavo Nunes, falou sobre o Programa ALI Rural que está abrindo atendimento a novos produtores interessados em participar a partir deste segundo semestre de 2026. “O programa é uma orientação profissional que dura 12 meses, sem custos ao produtor rural, para implementar melhorias, ganhar produtividade, aumentar a renda e inovar na gestão do negócio”, explicou o agente o ALI Rural, Vander Santos.
O encontro contou também com a apresentação da palestra sobre Planejamento Forrageiro, pelo produtor rural e engenheiro agrônomo, Pedro Pádua Manzano, que apresentou a forma ideal de cultivar as pastagens, relatando que criar o gado de leite a pasto é uma forma econômica de produção, pois o fornecimento de forrageira de qualidade, no qual o próprio gado arranca e consome, diminui a necessidade de funcionários para colher, picar e fornecer ao animal, diminuindo a quantidade de complementação com ração, já que a própria planta fornece boa parte dos nutrientes necessários para o animal se manter e produzir o leite.
Na sequência, o médico veterinário João Paulo Nikolaus apresentou a segunda parte da palestra, com informações sobre os tipos de forrageiras mais utilizadas na criação de gado de leite, relacionando a quantidade de animais que cada espécie vegetal tolera e o fornecimento de matéria seca e energia de cada tipo de planta.
Ambos profissionais salientaram que a criação de gado de leite a pasto traz diversas vantagens, como menor custo de produção, diminuição da erosão do solo, necessidade de área menor para pastagem possibilitando haver áreas de preservação ambiental na propriedade.