Água distribuída à população de Mogi das Cruzes é livre de contaminação e segue legislação federal
Serviço Municipal de Águas e Esgotos

Para manter a qualidade da água consumida pela população, o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de Mogi das Cruzes realiza uma média de 9 mil análises mensais. Estes procedimentos ocorrem nas estações de tratamento Centro e Leste, no Socorro, e também na rede de distribuição (que abrange todos os bairros), o que garante um produto livre de contaminação e dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação federal.
O Semae de Mogi das Cruzes, assim como outras companhias de saneamento do País, segue os parâmetros da Portaria 2.914/2011, do Ministério da Saúde, que define os procedimentos de garantia da qualidade da água para o consumo humano.
"Isso exige uma série de análises para que a população receba água potável diariamente em casa", afirma Milena Forte, engenheira química e diretora do Departamento de Operações do Sistema de Água do Semae.
A autarquia também realiza análises de agrotóxicos. Em todos os testes, os níveis ficaram abaixo dos limites exigidos pela legislação brasileira – trabalho que tem o acompanhamento do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde.
Não há motivo para alarde
Diferentemente de um estudo divulgado nesta terça-feira (16/04), que alega que diferentes agrotóxicos foram encontrados na água de 1 em cada 4 cidades do Brasil, incluindo municípios do Alto Tietê, o Semae garante que não há motivo para alarde e que a água distribuída pela autarquia é de qualidade e não coloca a saúde da população em risco.
A Secretaria Municipal de Agricultura esclarece que o registro e uso de agrotóxicos são controlados por uma série de órgãos, como Cetesb, Ministério da Agricultura, Ministério da Saúde, Ministério do Meio Ambiente. “É necessário orientação técnica e receituário de engenheiro agrônomo identificando a praga, a lavoura e o princípio ativo utilizado para o trabalho. A nanotecnologia empregada atualmente na elaboração dos princípios ativos dos defensivos não permite a dispersão do agrotóxico na água. Há uma autodepuração preparada para ocorrer num período muito curto”, explica o secretário Renato Abdo.
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