Contrato assegura ganho fixo aos catadores desde o começo da pandemia

Secretaria do Verde e Meio Ambiente

06 de julho de 2020
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Desde o início da pandemia e das medidas adotadas para garantir o isolamento social e reduzir a propagação do vírus, há cerca de três meses, os catadores que atuam no Programa Recicla + Mogi, vinculados à Cooperativa Cata Sampa, têm um ganho fixo garantido pelo contrato assinado com a Prefeitura de Mogi das Cruzes. Essa é uma preocupação da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente e garante cerca de R$ 1,3 mil por mês aos 35 cooperados, mesmo com a suspensão temporária da separação de materiais na Usina de Triagem da Vila São Francisco – que atualmente passa por reforma.

“Nosso contrato com a Cata Sampa teve uma preocupação social deste o início e seguiu um modelo de parceria, que vem rendendo ótimos resultados desde o início, além de uma  garantia de remuneração aos cooperados em um momento como este, que ninguém esperava que fosse acontecer um dia”, explica o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Daniel Teixeira de Lima.

Com a Usina de Triagem sem receber o material do programa Recicla + Mogi desde o dia 21 de março, a coleta de lixo continua normalmente e os resíduos recicláveis devem ser incorporados ao lixo normal. Todo o material é enviado ao aterro sanitário de Jambeiro. Além disso, os ecopontos de Mogi das Cruzes (Jardim Armênia, Parque Olímpico e Jundiapeba) estão abertos para o recebimento de materiais recicláveis.

Os catadores da Cata Sampa foram deslocados para os ecopontos, onde trabalham usando máscaras e luvas. Além disso, todo o material é esterilizado com uma mistura de água sanitária dissolvida em água. 

Duas novidades foram incorporadas ao cotidiano dos ecopontos este ano. A primeira foi a implantação de um sistema diferenciado de coleta seletiva de vidros nas três unidades. Em cada ecoponto, foram instaladas duas caçambas: uma para garrafas e outra para vidros planos, espelhos e vidros laminados (de veículos). Uma empresa fica responsável pela colocação e retirada das caçambas e dá destinação final e reciclagem adequada para cada resíduo, sem custos para o município. A reciclagem do vidro poupa recursos naturais como a areia, que é extraída das várzeas e leitos dos rios, e deixa de produzir mais lixo nos aterros.

A segunda novidade foi o descarte de eletroeletrônicos e eletrodomésticos. A iniciativa marcou o início da ampliação da política de logística reversa na cidade, por meio de parceria com a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE). Os equipamentos que podem ser descartados são aparelhos de ar-condicionado, aspirador de pó, batedeira, ferro elétrico, fone de ouvido, liquidificador, máquina de costura, micro-ondas, purificador de água, televisão e torradeira, entre outros.

A iniciativa envolve também a Cata Sampa, cooperativa que atua na cidade e já é parceira da Prefeitura na coleta seletiva. A política municipal de logística reversa inclui os catadores como parte fundamental do processo. Além dos três ecopontos, a ideia é ampliar gradativamente os locais de coleta.

Além disso, para garantir um melhor atendimento ao público, desde o dia 16 de maio os três ecopontos tiveram seu horário de funcionamento ampliado em duas horas. O atendimento agora é das 6h30 às 18h30, e não mais das 8h às 18h, como acontecia até então. O objetivo é aumentar a possibilidade de descarte de materiais recicláveis e, consequentemente, a coleta seletiva na cidade. (Marco Aurélio Sobreiro)


Endereços:
- Ecoponto Jardim Armênia: rua Júlio Perotti, 56
- Ecoponto Parque Olímpico: avenida Prefeito Maurílio de Souza Leite Filho, s/nº (esquina com a rua Archimedes Carlos Munford)
- Ecoponto Jundiapeba: rua Manoel Fernandes, 44 (esquina com a avenida João de Souza Franco)
- Os ecopontos abrem de domingo a domingo, incluindo feriados