Residência Inclusiva de Mogi das Cruzes serve de modelo para outros gestores
Secretaria de Assistência Social



A secretária municipal de Assistência Social, Neusa Marialva, recebeu nesta terça-feira (14/02) a visita de técnicos ligados à Prefeitura de Barueri para conhecer as instalações, estrutura e gerenciamento da Residência Inclusiva. Implantada em 2014 pela Administração Municipal, a unidade já foi visitada por representantes de outros municípios em busca de referência para esse tipo de atendimento em suas cidades.
A Residência Inclusiva é uma casa adaptada para oferecer acolhimento institucional às pessoas com deficiência e sem retaguarda familiar. A unidade, que funciona no Jardim Santista, foi o primeiro equipamento desse modelo implantado na Região do Alto Tietê. "A unidade oferece a mesma infraestrutura de uma residência, com ambiente acolhedor e localizado num bairro central e de fácil acesso para os moradores", explicou a secretária.
Ligada à Coordenadoria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (Copede), a capacidade de atendimento da Residência Inclusiva é para até 10 residentes e o serviço é destinado aos jovens a partir de 18 anos e adultos com deficiência, em situação de dependência, prioritariamente aqueles atendidos pelo Benefício de Prestação Continuada, que não dispõem de condições de autossustentabilidade, retaguarda familiar ou que estejam em processo de desinstitucionalização de entidades de longa permanência ou, ainda, violação de direitos.
Atualmente, oito pessoas residem no local. Elas desenvolvem atividades de rotina com liberdade e de acordo com cada perfil ou preferência. Alguns trabalham e outros estudam. “Eu gosto muito daqui porque aqui eu consegui voltar a viver novamente”, afirmou a senhora Geny Aparecida da Rocha, de 60 anos. Sem família no Brasil, ela chegou à Residência Inclusiva há um ano, depois do falecimento de sua mãe.
A Residência Inclusiva é administrada pela Associação Maranathá, funciona 24 horas por dia e conta com uma equipe especializada, composta por coordenadora, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional e cuidadores. “Agradecemos essa oportunidade de troca de experiências com objetivo de aprimorarmos o nosso trabalho”, comentou o coordenador da Residência Inclusiva de Barueri, Júlio Antunes, que desenvolve atualmente um projeto piloto em sua cidade. (Paula Frias)
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