Mais de 80% dos criadouros do mosquito da dengue estão dentro das casas; Prefeitura reforça prevenção
Secretaria de Saúde e Bem-Estar
Mesmo com redução de 85,1% nos casos confirmados no primeiro semestre, Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar segue com ações contínuas para evitar doença em Mogi

O combate à dengue começa dentro de casa. Mais de 80% dos criadouros do Aedes aegypti estão dentro das casas, o que torna a participação da população decisiva para impedir a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A Prefeitura de Mogi das Cruzes mantém ações permanentes de vigilância e controle, mas reforça o alerta aos moradores para que não deixem água parada e mantenham lixos e reservatórios devidamente tampados.
O chamado ganha ainda mais importância com a combinação de temperaturas mais altas e chuvas, condições que favorecem a reprodução do mosquito. Um recipiente aparentemente inofensivo, como uma garrafa, pote, balde, brinquedo ou outro objeto deixado no quintal, pode se transformar em criadouro.
A atenção da população é fundamental inclusive diante dos bons resultados alcançados pelo município. No primeiro semestre de 2026, Mogi registrou 36 casos confirmados de dengue, contra 241 no mesmo período de 2025, uma redução de 85,1%. As notificações, que incluem os casos suspeitos, também caíram 72,2%, passando de 2.212 para 614. O município permanece ainda sem registro de óbito por dengue pelo segundo ano consecutivo.
Para o diretor da Vigilância em Saúde, Jefferson Leite, os números mostram a importância do trabalho realizado, mas não significam que a população possa reduzir os cuidados. “Os resultados mostram que o trabalho permanente de prevenção e controle faz diferença, mas a dengue exige atenção durante todo o ano. Se 80% dos criadouros estão dentro das residências, cada morador tem um papel fundamental nessa luta. É preciso manter lixos e reservatórios tampados, eliminar qualquer ponto de água parada e fazer uma vistoria no imóvel pelo menos uma vez por semana. São poucos minutos que podem evitar a formação de novos criadouros e proteger toda a comunidade”, destaca.
A Prefeitura mantém uma estratégia contínua de enfrentamento ao Aedes aegypti, que inclui visitas domiciliares para identificação e eliminação de criadouros, orientação aos moradores, inspeção de imóveis e pontos estratégicos, atendimento a denúncias, bloqueios de transmissão em locais com casos confirmados e monitoramento das regiões com maior risco.
O município também utiliza drones para aplicação de larvicida em grandes reservatórios e locais de difícil acesso, mantém brigadas de combate à dengue em prédios públicos e disponibiliza o Zap Dengue (11 99918-6070), canal exclusivo para a população informar possíveis focos e receber orientações. As ações de campo são realizadas pelo Núcleo de Prevenção e Controle de Arboviroses (NPCA).
“É importante que a população enxergue a prevenção como um cuidado de rotina, e não apenas como uma ação realizada quando os casos aumentam. O mosquito pode se reproduzir em pequenos volumes de água, por isso, uma vistoria semanal no quintal, dentro de casa e em áreas externas é uma atitude simples, mas de grande impacto”, reforça Jefferson.
A Prefeitura orienta que os moradores também permitam a entrada dos agentes de Vigilância em Saúde nos imóveis durante as ações de vistoria – que estão sempre uniformizados e com crachá de identificação.
Como manter o mosquito longe de sua casa:
• Eliminar toda água parada, mesmo em pequenas quantidades;
• Manter caixas-d’água, cisternas, tambores, tonéis e outros reservatórios totalmente tampados;
• Manter lixos, materiais recicláveis e objetos que possam acumular água em recipientes fechados ou locais cobertos;
• Colocar garrafas, baldes, potes e recipientes vazios com a boca para baixo;
• Manter pneus em locais cobertos e sem água acumulada;
• Limpar calhas e lajes e verificar se não há pontos de acúmulo de água;
• Não deixar água acumulada em pratos de vasos de plantas;
• Manter ralos limpos e, quando possível, protegidos com tela;
• Limpar regularmente as bandejas de ar-condicionado e de geladeira;
• Manter piscinas tratadas adequadamente;
• Evitar acúmulo de água em lonas, brinquedos, equipamentos e materiais de construção;
• Descartar corretamente objetos e materiais sem uso;
• Fazer a vistoria do imóvel pelo menos uma vez por semana;
• Permitir o acesso dos agentes de Vigilância em Saúde durante as visitas aos imóveis.
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