Prefeita Mara Bertaiolli cria Comitê de Crise Hídrica e intensifica ações da Operação Verão
Gabinete
Decreto de implantação do grupo de trabalho foi assinado nesta segunda-feira (05/01), com ações preventivas contra a falta de água

A prefeita Mara Bertaiolli assinou, nesta segunda-feira (05/01), o decreto que cria o Comitê de Crise Hídrica e Monitoramento de Eventos Climáticos, com a adoção de medidas emergenciais para enfrentamento da escassez de chuvas que afeta o nível das represas da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), especialmente no Alto Tietê, atualmente com o menor volume entre os sistemas produtores que abastecem a Grande São Paulo. No evento de apresentação do grupo de trabalho, no auditório da Prefeitura de Mogi das Cruzes, também foi apresentado um balanço da Operação Verão, iniciada em dezembro e que será intensificada, reunindo ações preventivas para prevenir incidentes em decorrência das chuvas e ampliar a estrutura de atendimento a urgências e emergências.
“Estamos agindo com responsabilidade, planejamento e transparência para enfrentar um cenário desafiador, que exige união de esforços e decisões firmes. A criação do Comitê de Crise Hídrica nos permite monitorar a situação em tempo real, integrar ações e proteger a população de Mogi diante dos possíveis impactos das mudanças climáticas e da escassez de água”, destacou a prefeita Mara Bertaiolli, acrescentando que as medidas incluem a redução de 30% no consumo de água nos cerca de 600 prédios públicos municipais, além de campanhas de conscientização da população sobre o uso consciente dos recursos hídricos.
A criação do comitê considera o aumento significativo de eventos climáticos extremos, como estiagens prolongadas, chuvas escassas e ondas de calor. Na última semana de 2025, Mogi das Cruzes registrou temperaturas de até 35°C, figurando entre as cidades mais quentes do Estado de São Paulo, segundo a Defesa Civil Estadual. O cenário motivou, inclusive, alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para risco à saúde, devido ao registro de temperaturas 5°C acima da média por mais de cinco dias consecutivos.
“Temos a redução significativa do volume útil de água no Sistema Alto Tietê, que abastece a região, evidenciada pela queda do nível de 38,9% em dezembro de 2024 para 21% nesta segunda-feira (05/01). Ao mesmo tempo, o consumo de água em Mogi aumentou cerca de 60% nas últimas semanas. Diante desse cenário, a Prefeitura, em conjunto com o Semae, Defesa Civil e secretarias municipais, monitora a situação e concentra ações em diversas áreas para reduzir os impactos causados pela
escassez de água”, explicou o vice-prefeito Téo Cusatis.
Diante do cenário, medidas emergenciais já estão em andamento, como a redução de pressão na rede de distribuição de água, realizada pela Sabesp em horários alternados e por região. O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) intensificou ações como geofonamento para detecção de vazamentos não visíveis, manutenção contínua da rede e preparação para a contratação de caminhões-pipa para reforços pontuais no abastecimento.
“Estamos atuando de forma preventiva e técnica para minimizar os impactos da crise hídrica, mas é fundamental que toda a população colabore com o uso consciente da água. Cada atitude faz diferença neste momento”, ressaltou o diretor-geral do Semae, José Luiz Furtado.
A solenidade de assinatura do decreto contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Mogi, Francimário Vieira de Macedo (Farofa), e dos vereadores Edson Santos, Milton Lins (Bigêmeos), Marcos Furlan, Otto Rezende, Osvaldo Silva, Antonio José da Silva Neto (Tonhão), Pedro Komura, Rodrigo Romão e Mauro Araújo, além de representantes do Corpo de Bombeiros, das Polícias Civil e Militar e do Tiro de Guerra, reforçando a atuação integrada entre os poderes e as forças de segurança no enfrentamento da crise hídrica e dos eventos climáticos extremos.
Notificações
Além das ações operacionais, a Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio do Procon Municipal, também notificou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), solicitando esclarecimentos sobre as medidas adotadas pela concessionária diante da crise hídrica que atinge diversos municípios paulistas. O documento estabelece prazo de 10 dias para resposta sobre critérios técnicos, planejamento específico para o município, monitoramento do abastecimento e canais oficiais de comunicação à população.
O Semae também encaminhou notificação formal à Sabesp, solicitando especial atenção à manutenção da pressão da rede e aos níveis do Rio Tietê, que se encontram próximos ao limite mínimo de segurança para captação, reforçando a necessidade de ações coordenadas para evitar a decretação de racionamento no município.
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