Mogi reforça vacinação de cães e gatos contra a raiva

Secretaria de Saúde e Bem-Estar

Município já vacinou 869 animais este ano e encaminhou 73 amostras para investigação laboratorial, sem registro de resultado positivo

28 de setembro de 2026
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A Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar está com uma ação de reforço da vacinação de cães e gatos contra a raiva. Nesta segunda-feira (28/09), em que se celebra o Dia Mundial Contra a Raiva, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) contabilizou, desde janeiro deste ano, 869 animais vacinados pelo serviço municipal, sendo 599 cães e 270 gatos.

A vacinação antirrábica é uma das principais medidas de prevenção da doença e deve ser mantida mesmo para animais que vivem dentro de casa. O contato com morcegos pode ocorrer de forma eventual, especialmente entre os gatos, devido ao comportamento de caça.

Além da vacinação, o município mantém o monitoramento da circulação do vírus por meio do CCZ. Neste ano, até o momento, 73 amostras de animais foram encaminhadas para investigação laboratorial de raiva, sem registro de resultado positivo.

“A vacinação dos cães e gatos é uma medida simples e fundamental para manter a proteção dos animais e também da população. Mesmo com o controle da raiva transmitida por cães, o vírus continua circulando na natureza, principalmente entre morcegos, por isso, a vigilância precisa ser permanente”, explica o diretor da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, Jefferson Leite.

Os tutores podem levar seus animais ao CCZ de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30 para a vacinação gratuita. O endereço é rua Julio Mobaid, s/nº, Vila São Francisco.

Atenção aos morcegos
A raiva é uma zoonose viral que acomete mamíferos e apresenta letalidade próxima de 100% após o aparecimento dos sintomas. Embora a transmissão envolvendo cães tenha sido controlada de forma importante ao longo das últimas décadas, o vírus continua circulando na natureza, especialmente entre morcegos.

Por isso, morcegos encontrados mortos, caídos no chão, voando durante o dia ou apresentando comportamento incomum não devem ser manipulados pela população.

A orientação é impedir também o contato de cães e gatos com esses animais e comunicar a ocorrência ao Centro de Controle de Zoonoses, que fará a avaliação e, quando indicada, a coleta de material para investigação laboratorial.

“A população tem um papel importante nessa vigilância. Ao encontrar um morcego em uma situação incomum, o correto é não tocar no animal e acionar o serviço responsável. Essa informação permite que as equipes façam a avaliação adequada e adotem as medidas necessárias”, orienta Jefferson.

Em caso de contato
Em situações de mordedura, arranhadura ou contato da saliva de um animal suspeito com feridas ou mucosas, a orientação é lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar uma unidade de saúde para avaliação da necessidade de profilaxia antirrábica.

O município mantém de forma permanente as ações de vacinação, vigilância epidemiológica e investigação laboratorial da raiva, contribuindo para a proteção dos animais e da população.