Agricultura alerta para prazo final de vacinação contra brucelose bovina, no dia 30 deste mês

Secretaria de Agricultura e Segurança Alimentar

Dados da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) mostram que Mogi fechou o ano de 2025 com índice de cobertura vacinal contra brucelose bovina de 86%, abaixo da média estadual, que foi de pouco mais de 93%.

22 de junho de 2026
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A campanha de vacinação contra a brucelose em bezerras bovinas e bubalinas do primeiro semestre de 2026 entra na reta final, e os produtores rurais de Mogi das Cruzes têm até o dia 30 de junho para garantir a imunização dos animais dentro da faixa etária obrigatória. O alerta é da Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar, que tem como meta ampliar a cobertura vacinal de 86,44% registrada em 2025 – a qual está abaixo dos 93% da média estadual.
A vacinação contra a brucelose é obrigatória para bezerras bovinas e bubalinas entre três e oito meses de idade e integra o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT). A doença provoca abortos, infertilidade, redução da produtividade e prejuízos econômicos aos produtores, além de representar risco à saúde humana por se tratar de uma zoonose.
Dados da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) mostram que Mogi das Cruzes possui um rebanho elegível de 236 animais declarados, dos quais 204 foram vacinados. A diferença em relação ao índice estadual reforça a necessidade de adesão dos produtores que ainda não realizaram o procedimento.
A médica-veterinária da Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar, Alessandra Yukie Suiama, destaca que o encerramento da campanha se aproxima e que a participação dos produtores é fundamental para ampliar a cobertura vacinal no município.
“Estamos nos últimos dias da campanha do primeiro semestre do ano. A vacinação é uma medida essencial para proteger os rebanhos, evitar prejuízos econômicos, garantir a sanidade da produção agropecuária e a segurança para os consumidores de carne e leite bovinos ou bubalinos. Precisamos avançar para alcançar os índices registrados pelo Estado”, ressalta.
O secretário municipal de Agricultura e Segurança Alimentar, Renato Abdo, reforça que a regularização da vacinação beneficia toda a cadeia produtiva.
“Cada produtor tem papel importante para manter a qualidade sanitária do rebanho municipal. Quanto maior a cobertura vacinal, maior a proteção dos animais, dos produtores e dos consumidores”, afirma.
A vacinação contra a brucelose bovina e bubalina deve ser realizada exclusivamente por médicos-veterinários cadastrados pela Defesa Agropecuária, devido aos riscos à saúde para quem manipula a vacina. Após a aplicação, os produtores devem providenciar a comprovação da vacinação junto aos órgãos competentes dentro dos prazos estabelecidos.
A Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar orienta os produtores que ainda não vacinaram seus animais a não deixarem para a última hora.