Parceria com os Jogos Interescolares assegura 560 quilos de materiais recicláveis para a Usina de Triagem
Secretaria de Clima e Meio Ambiente
Materiais serão encaminhados à Usina de Triagem, localizada na Vila São Francisco, já higienizados e separados

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal recebeu nesta semana a segunda leva de materiais recicláveis coletados durante os Jogos Interescolares Mogi Travel 2026, que contam com a participação de escolas e alunos de toda a cidade. A sede da secretaria é um ponto de coleta dos jogos. Os materiais coletados pela iniciativa, que já chegaram a 560 quilos no total, serão encaminhados à Usina de Triagem, localizada na Vila São Francisco, higienizados e separados, agregando muito mais valor na hora da comercialização pela cooperativa que atua no local.
A secretária municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal, Patricia Cesare, destacou a importância dos Jogos Interescolares: “O aumento dos índices de coleta seletiva é uma meta da prefeita Mara Bertaiolli e os Jogos Interescolares Mogi Travel 2026 são uma boa oportunidade de promover essa ação entre os estudantes”, frisou.
Em março, foram realizadas duas palestras para os estudantes, professores e coordenadores de ensino que participam dos jogos, detalhando o funcionamento do trabalho de coleta de materiais e sensibilizando os participantes sobre a importância da destinação correta dos resíduos e a reciclagem para o município.
O diretor de Sustentabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal, Ricardo Moscatelli, resume a importância do trabalho: “A questão dos resíduos (lixo) nos impõe um desafio. Estamos produzindo cada vez mais resíduos. Quando descartado de forma incorreta, isso se torna um problema ambiental e de saúde pública. Em 2025 o índice de reciclagem no Brasil foi em torno de 4,5% do total de resíduos sólidos urbanos gerados. É um percentual que precisa aumentar”, comentou.
O impacto do descarte irregular de resíduos é grande. As principais consequências são a poluição do solo e da água, gases de efeito estufa, risco de doenças transmitidas por ratos e mosquitos, além de alagamentos de aumento de custos públicos para atender essas demandas.
“Quando separamos corretamente, os resíduos retornam ao ciclo produtivo, reduzindo a extração de novos recursos naturais e gerando renda para as catadoras e catadores de materiais recicláveis autônomos ou que estão nas cooperativas de reciclagem”, pontuou Moscatelli.
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